Eu gosto deste seriado, aluguei a 5ª e 6ª e última temporadas.
Assisti de pijamas, tomando caipirinha. Convidei minha irmã e rimos a valer.
As histórias são a cara da maioria das solteiras deste mundo. Disse a maioria, não posso generalizar. Há uma cena em que Carrie diz:
"Dizem que em Nova York procuramos por emprego, apartamento ou um namorado. Digamos que você tenha 2 deles e eles sejam fabulosos. Por que deixamos o que não temos afetar nossa apreciação do que temos? Por que "1-(+1)" parece ser igual a zero?!
A questão é: há coisas que as pessoas não admitem porque não gostam do jeito como soam. É como "estou me divorciando", ou "estou sozinha. A solidão é palpável."
As coisas mais simples, às vezes, são tão essenciasi, se você tem um amor, sorria, aproveite.
Segunda-feira, Julho 31, 2006
Sexta-feira, Julho 28, 2006
Marcando território Parte II
O casal sai pra comprar ternos. Eles escolhem 3 lindos. Sendo que 2 calças precisam fazer a bainha e ele vai viajar antes da loja entregar o serviço.
Ela diz pra ele "eu mando por Correio".
As calças chegam, ele vai prová-las e lê, escrito com caneta grossa na cor azul, em letras garrafais nos forros dos bolsos (em tecido branco): "Eu te amo".
E várias iniciais dos nomes deles, tipo: T & G.
Ela se arrepende de não ter escrito isso em todas as cuecas dele.
Ela conta pra amiga toda contente "é pra toda vez que ele for vestir lembrar de mim".
A amiga comenta "é...e serve pro caso de outras virem também, né?!"
Elas gargalham.
Sabão não apaga.
Ah, se o rapaz quiser é só cortar os bolsos, usar alvejante, despir-se no escuro, esconder as calças. Tem coisas que ninguém segura, nem era essa a intenção.
Ela diz pra ele "eu mando por Correio".
As calças chegam, ele vai prová-las e lê, escrito com caneta grossa na cor azul, em letras garrafais nos forros dos bolsos (em tecido branco): "Eu te amo".
E várias iniciais dos nomes deles, tipo: T & G.
Ela se arrepende de não ter escrito isso em todas as cuecas dele.
Ela conta pra amiga toda contente "é pra toda vez que ele for vestir lembrar de mim".
A amiga comenta "é...e serve pro caso de outras virem também, né?!"
Elas gargalham.
Sabão não apaga.
Ah, se o rapaz quiser é só cortar os bolsos, usar alvejante, despir-se no escuro, esconder as calças. Tem coisas que ninguém segura, nem era essa a intenção.
Quinta-feira, Julho 27, 2006
Viagem à Sumpaulo.
Desembarquei 8:30 em Congonhas, malinha leve de rodinhas devidamente conduzida até a parada de ônibus mais próxima. Desde os 16 anos eu viajo só e aprendi que os melhores informantes são os vendedores de balinhas em ponto de ônibus. Cheguei na Paulista. Pedi pro cobrador de avisar a parada do MASP, após ele perguntar 5 vezes se eu ia ao MASP ou ao metrô do MASP, o fidumaégua me faz descer no metrô do MASP. Mas será o Benedito que ninguém crê que eu ia de mala e cuia pro MASP?!
Malinha arrastada até o MASP, falta mais de 1 hora pro MASP abrir, a maravilha é que há uma feirinha de antiguidades (leia-se caréssima) na frente. Um vendedora chega a me perguntar "esse malinha é pra você fazer muitas compras aqui na feira?" "não, é porque acabo de chegar do aeroporto mesmo".
Sentindo-me a própria turista. Pouco me lixando pra opinião dos outros, como disse à uma prima "Paulo Coelho me libertou". Avistei um realejo (é assim que se escreve?), um homem com trajes antigos, uma radiola a corda que tocava uma musiquinha e algo verde dentro (que deveria ser um papagaio). Peguei a máquina fotográfica, pedi pra tirar uma foto com o dito cujo, ele disse "vamos ver sua sorte!". Eu toda animada!
Ele abriu uma gavetinha cheia de bilhetinhos, perguntou "casada ou solteira?", "solteira", "Cristina (era o nome do periquito verde) pega um cartão pra moça". ÔOOOOOOOOOh, que fofo, o louro pegou o bilhetinho!
Minha sorte: "Serás breve surpreendida com casamento que muita alegria causará ao seu coração. Casarás com um rapaz não rico mas vistoso e de muita afeição. Será mãe de três lindos bebês, que completarão a sua felicidade."
Aí eu fiquei com os olhos marejados. Guardei o papel e achei graça. Eu não acredito em previsão astrológica, tarô, iching, cartomante, búzios e o escambau.
A exposição é linda, algo imperdível pra quem for à S.P: Degas, Toulouse Lautrec, Ticiano Vecellio, Velassquez, Ingres, Delacroix, Renoir, Picasso, Manet, Botticelli, Rembrandt, Goya, El Greco, Matisse, Van Gogh, Gouguin, Burle Marx, Di Cavalcanti, Menotti Del Picchia, Portinari, Anita Malfati, Tomie Ohtake, e tantos outros. Eu me senti a menina que entra nos livros de História do colégio.
À tarde passei 3 horas na loja Etna (coisas para o lar doce lar): faqueiros, tapetes, fronhas (2 em malha, escrito 100% PREGUIÇA), panelas, conjuntos de cama, petisqueiras, presentes... Foi uma festa, a Amélia que mora em mim está radiante.
Isso feito a 25 de março não fazia sentido. Não fui.
Andei de trem, metrô, taxi, ônibus, à pé.
Assisti uns 10 filmes na tv a cabo. Adoro zapear com o controle remoto!
O curso em si foi fraquinho, muita filosofia, muito lenga lenga. Um desperdício, só a inscrição custou R$ 2.000,00.
O hotel era super confortável! Cada café da manhã era uma festa!
As pessoas com quem conversei todas comentam que houve exagero na divulgação da guerra urbana de maio. Taxistas afirmaram que nunca viram 1 ônibus queimado. Que a tv exagera muito.
Impressões gerais, muita: poluição, pixação, helicóptero, sirenes tocando, calçadas irregulares, ladeiras, café com creme caro, terno preto é o uniforme da av. Paulista, comércio maravilhoso. O céu esteve azul, fez um calor de 30º, o clima estava mais seco que em Brasília (meu nariz que nunca sangrou em BSB, sangrou em SP).
Ah, a malinha voltou entupida, a alça quebrou. Levei uma sacola que mal cabia no compartimento superior do avião. Meus braços doem.
É bom viajar, de vez em quando.
Sim, seria melhor se eu tivesse companhia pra compartilhar tudo.
Bom mesmo é voltar pra casa, para minha caminha e meus 4 travesseiros!!!
Malinha arrastada até o MASP, falta mais de 1 hora pro MASP abrir, a maravilha é que há uma feirinha de antiguidades (leia-se caréssima) na frente. Um vendedora chega a me perguntar "esse malinha é pra você fazer muitas compras aqui na feira?" "não, é porque acabo de chegar do aeroporto mesmo".
Sentindo-me a própria turista. Pouco me lixando pra opinião dos outros, como disse à uma prima "Paulo Coelho me libertou". Avistei um realejo (é assim que se escreve?), um homem com trajes antigos, uma radiola a corda que tocava uma musiquinha e algo verde dentro (que deveria ser um papagaio). Peguei a máquina fotográfica, pedi pra tirar uma foto com o dito cujo, ele disse "vamos ver sua sorte!". Eu toda animada!
Ele abriu uma gavetinha cheia de bilhetinhos, perguntou "casada ou solteira?", "solteira", "Cristina (era o nome do periquito verde) pega um cartão pra moça". ÔOOOOOOOOOh, que fofo, o louro pegou o bilhetinho!
Minha sorte: "Serás breve surpreendida com casamento que muita alegria causará ao seu coração. Casarás com um rapaz não rico mas vistoso e de muita afeição. Será mãe de três lindos bebês, que completarão a sua felicidade."
Aí eu fiquei com os olhos marejados. Guardei o papel e achei graça. Eu não acredito em previsão astrológica, tarô, iching, cartomante, búzios e o escambau.
A exposição é linda, algo imperdível pra quem for à S.P: Degas, Toulouse Lautrec, Ticiano Vecellio, Velassquez, Ingres, Delacroix, Renoir, Picasso, Manet, Botticelli, Rembrandt, Goya, El Greco, Matisse, Van Gogh, Gouguin, Burle Marx, Di Cavalcanti, Menotti Del Picchia, Portinari, Anita Malfati, Tomie Ohtake, e tantos outros. Eu me senti a menina que entra nos livros de História do colégio.
À tarde passei 3 horas na loja Etna (coisas para o lar doce lar): faqueiros, tapetes, fronhas (2 em malha, escrito 100% PREGUIÇA), panelas, conjuntos de cama, petisqueiras, presentes... Foi uma festa, a Amélia que mora em mim está radiante.
Isso feito a 25 de março não fazia sentido. Não fui.
Andei de trem, metrô, taxi, ônibus, à pé.
Assisti uns 10 filmes na tv a cabo. Adoro zapear com o controle remoto!
O curso em si foi fraquinho, muita filosofia, muito lenga lenga. Um desperdício, só a inscrição custou R$ 2.000,00.
O hotel era super confortável! Cada café da manhã era uma festa!
As pessoas com quem conversei todas comentam que houve exagero na divulgação da guerra urbana de maio. Taxistas afirmaram que nunca viram 1 ônibus queimado. Que a tv exagera muito.
Impressões gerais, muita: poluição, pixação, helicóptero, sirenes tocando, calçadas irregulares, ladeiras, café com creme caro, terno preto é o uniforme da av. Paulista, comércio maravilhoso. O céu esteve azul, fez um calor de 30º, o clima estava mais seco que em Brasília (meu nariz que nunca sangrou em BSB, sangrou em SP).
Ah, a malinha voltou entupida, a alça quebrou. Levei uma sacola que mal cabia no compartimento superior do avião. Meus braços doem.
É bom viajar, de vez em quando.
Sim, seria melhor se eu tivesse companhia pra compartilhar tudo.
Bom mesmo é voltar pra casa, para minha caminha e meus 4 travesseiros!!!
Sexta-feira, Julho 21, 2006
Hoje é sexta-feira!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Amorosa confessa...noite bem dormida graças a um bendito comprimido cor-de-rosa.
Adoro sexta-feira. É casual day, posso vestir jeans e botas, peguei uma camisa nova, "taquei" a tesoura, encurtei comprimento e mangas. Estou adolescentemente jovem!
Novo dia trabalho, hora de desestressar dos problemas de ontem. Domingo viajarei e já estou toda contente!
Dei uma passadinha nos blog´s das amigas e li essa pérola hilária, segue o link para ninguém achar que foi comigo http://www.beijandosapos.blogger.com.br/:
Antes só, que mal comida!!!
Para as mulheres aprenderem que baixar o nível não é a solução...
Quanto maior o desespero, mais rápido os homens que circulam por nossa vida sobem de categoria. Aquele que era "Nem que a vaca tussa, espirre e arrote eu pego", vira: "Hum, quem sabe bêbada eu pego". O tempo passa, a escassez continua e rapidamente ele é promovido a "E não é que dá pra pegar?".
A carência só aumenta. Vibradores não te satisfazem mais.
Você está à beira de comprar ingresso pro show do Wando.
Pega sua agenda, faz as contas e: "Caralho, puta que pariu, amanhã faz 6 meses que eu não dó!¿.
E de "Pegável", instantaneamente o cara ganha um Upgrade para "Dável". Sim meus amigos, está é a situação que eu me encontrava no final do ano passado.
Com a diferença de que eu abomino Wando e também nunca apelei pra vibrador.
Tenho mó medo dessa porra dar choque, imagina,
Morrer eletrocutada com a tchuna queimada.
Whatever...
Nessa fase de tesão encubado, apenas um "peguetezinho" circulava pela minha vida, o Bernardo. Ele era um tanto quanto sério, falava pouco, ria pouco.
Se houvesse um percentual de tesão, acho que o meu por ele seria 0,001 %.
Mas depois de 6 meses cara, até o Tiririca despertaria um ligeiro fogo em mim.
Meus pais foram comemorar mil anos de casados em Fernando de Noronha.
Deviam ta fudendo até não poder mais.
Meu irmão, aquele puto, foi prum congresso em Floripa, me ligou radiante dizendo que já tinha comido 7.
Até meu cachorro tava dando umas carcadas na cadelinha da velhota do 6º andar.
Minha família inteira fazendo sexo e eu a ver navios? Fala sério!!!! Apelei pro Bernardo.
Bê...Tô sozinha aqui a semana toda. Num quer vir aqui tomar um vinho, ver um filme?
Acho que ele também devia estar no desespero. Em 15 minutos o cara tava lá em casa.
E olha que há uma distância considerável entre nossos bairros.
Mal o cara pisou aqui em casa meu cachorro grudou na perna dele e começou aquele movimento de meteção, sabe qual é?
-Porra, ta virando viado? Sai daí, Marley! Deixa o Bernardo em paz!
A primeira coisa sexual da noite já tinha acontecido, e não foi comigo.
Seria isso um sinal? Enfim, liguei o foda-me, e a parada começou.
Beijinhos, mãos ainda tímidas, um ritmo normal até. Ao me ver sem roupa, ele solta um: Aaaaaah nossa, que tesão. Tranqüilo né. Auto-estima até sobe um pouquinho.
Imagina se ele me vê sem roupa e diz "Se cobre", ou então "Desliga o abajur?¿.
Só que a partir daí, o cara simplesmente NÃO PARAVA de falar! Qualquer movimento, ou qualquer parte do meu corpo que ele visse era motivo pra gemer e falar.
Aaaaaah que boquinha. Nossa que peitos! Aaaaaah que bucetinha!
Depois do "Aaaaaah que bucetinha", eu senti uma tendência brega no ar.
Além do q, a gemeção dele tava um pouco exagerada.
Ainda não estávamos fazendo sacanagem há tanto tempo assim pra ele ficar emitindo esses grunidos de forma tão intensa. Esfrega essa bundinha em mim, vai, esfrega!
Ahn????????? Só um pouquinho, esfrega, vai! (E fazia cara de tesão, fazendo biquinho e fechando os olhinhos) Caralho, como assim, maluco?! Esfregar a bundinha?
Ta achando que minha bunda é Assolan pra ficar esfregando aí?!? Não, não quero.
Depois dessa, o pouco tesão que eu sentia por ele quase se extinguiu.
E ele não calava a porra da boca! Tudo ele falava, comentava.
Me senti na cama com o Galvão Bueno. Sexo mudo é foda, mas cara, helloooooow!
Há um intervalo, um espaço mínimo, uma divisão equilibrada entre, falar, respirar, fazer.
Onde estava aquele rapaz calado e sério?
Agora tudo que eu via era uma matraca brega querendo meter em mim.
Comecei a beijá-lo freneticamente pra que não houvesse a mínima possibilidade dele pronunciar uma palavra sequer. Eu parecia um desentupidor de pia, brother.
E com certeza ele achou que eu devia estar excitadíssima né.
Quando comecei a brincar com o objeto da criança, ele me fala: E aí gostou da surpresa?
Como assim surpresa, ele vem dentro do Kinder Ovo?
Não, gostosa. Lembra que eu te falei que calçava 45? AAAAAAAARGHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!
Como assim, pára tudo!!!!!!!! Na moral, onde esse homem aprendeu a trepar?
Ele é filho do Reginaldo Rossi e eu não sabia?
Vem cá, você quer que eu vire pro lado e durma AGORA?
Ou prefere que eu mande o Marley arrancar teu pau?
-Calma tesudinha (tesudinha??????). Foi brincadeira.
Brincadeira é o caralho. Brincadeira brega. Muito brega. Cortou totalmente o clima.
E tesudinha é a puta que tu come na Vila Mimosa! Broxei totalmente.
Virei pro lado, fechei os olhos, esperando ele se mancar e ir embora.
Daí ele me puxou e começou com o carinho lingual na minha companheira.
Até que isso ele fazia direitinho. Nada de excepcional, mas dentro dos padrões.
Confesso, isso me reacendeu. E cara... 6 MESES!
Pensei ta, já que tô aqui, vamos acabar logo com essa merda.
E o sexo propriamente dito começou. Ele urrava, parecia um rinoceronte.
Bicho, eu tava vendo a hora que a polícia ia bater aqui achando que eu tava matando alguém a facadas, pedradas ou coisa do gênero.
A parada acaba. Ta beleza. Deu uma aliviada né. E eu pensando "Agora se veste e vai embora".
Doce ilusão. Vem pra cá. Me abraça. Me dá um beijo. Faz carinho.
Foi bom pra você? Tem coca-cola? Em quanto tempo você quer dar mais uma? Bota uma música?
Caralho, caralho, caralho mais uma vez, caralho ao cubo!!!!!
Porra parecia aquelas velhas que sentam do teu lado no ônibus e contam toda a história da família, desde a época da colonização, e você só responde "sim", "aham", "é".
Aliás, eu sou ímã de velhas de ônibus. Uma vez saltei 3 pontos antes só pra me livrar de uma tal da Dona Jacinta. Comecei a mandar indiretas sutis: -Caramba, eu tenho dentista 08:30 da manhã. Já são mais de 4. Putz preciso dormir.
E nada dele se tocar! Ficava vendo meus livros, minhas fotos, me dava um beijo.
Eu já tava totalmente vestida, e ele só de cueca. Bem, vou ter que ser mais direta.
Olha só, melhor você ir se vestindo, eu já tenho que ir dormir.
Peraí deixa eu brincar um pouquinho com o Marley.
Começou a correr pela minha casa com o cachorro. Brother, que cena tosca.
Eu tava quase pegando a vassoura e colocando atrás da porta. Quando eu volto pro quarto, vejo ele com o meu diário na mão, abrindo, e ia ler! Que ousadia! (Ok me chamem de criança, eu tenho diário sim, ta?)
Botei meu chinelo, apaguei todas as luzes da casa, fui pra cozinha,
E fiquei ao lado da porta de braços cruzados com a chave na mão.
Porra ele não iaaaaaaaaa, não ia embora, ficou 3 eras glaciais me abraçando.
Tava quase empurrando e fechando a porta na cara dele. Finalmente ele se foi.
Fiquei até mais leve. Ufa! Que pesadelo! Me ligou no dia seguinte de manhã, 10 da matina.
Vai tomar no cú, me acorda ainda, viado! Não atendi. E assim foi por duas semanas.
14 dias de toco bina. Tive momentos de seca depois, mas JAMAAAAIS pensei em fazer isso de novo.
Prefiro passar o resto dos meus dias na companhia de meus dedos do que apelar prum troço desses.
Adoro sexta-feira. É casual day, posso vestir jeans e botas, peguei uma camisa nova, "taquei" a tesoura, encurtei comprimento e mangas. Estou adolescentemente jovem!
Novo dia trabalho, hora de desestressar dos problemas de ontem. Domingo viajarei e já estou toda contente!
Dei uma passadinha nos blog´s das amigas e li essa pérola hilária, segue o link para ninguém achar que foi comigo http://www.beijandosapos.blogger.com.br/:
Antes só, que mal comida!!!
Para as mulheres aprenderem que baixar o nível não é a solução...
Quanto maior o desespero, mais rápido os homens que circulam por nossa vida sobem de categoria. Aquele que era "Nem que a vaca tussa, espirre e arrote eu pego", vira: "Hum, quem sabe bêbada eu pego". O tempo passa, a escassez continua e rapidamente ele é promovido a "E não é que dá pra pegar?".
A carência só aumenta. Vibradores não te satisfazem mais.
Você está à beira de comprar ingresso pro show do Wando.
Pega sua agenda, faz as contas e: "Caralho, puta que pariu, amanhã faz 6 meses que eu não dó!¿.
E de "Pegável", instantaneamente o cara ganha um Upgrade para "Dável". Sim meus amigos, está é a situação que eu me encontrava no final do ano passado.
Com a diferença de que eu abomino Wando e também nunca apelei pra vibrador.
Tenho mó medo dessa porra dar choque, imagina,
Morrer eletrocutada com a tchuna queimada.
Whatever...
Nessa fase de tesão encubado, apenas um "peguetezinho" circulava pela minha vida, o Bernardo. Ele era um tanto quanto sério, falava pouco, ria pouco.
Se houvesse um percentual de tesão, acho que o meu por ele seria 0,001 %.
Mas depois de 6 meses cara, até o Tiririca despertaria um ligeiro fogo em mim.
Meus pais foram comemorar mil anos de casados em Fernando de Noronha.
Deviam ta fudendo até não poder mais.
Meu irmão, aquele puto, foi prum congresso em Floripa, me ligou radiante dizendo que já tinha comido 7.
Até meu cachorro tava dando umas carcadas na cadelinha da velhota do 6º andar.
Minha família inteira fazendo sexo e eu a ver navios? Fala sério!!!! Apelei pro Bernardo.
Bê...Tô sozinha aqui a semana toda. Num quer vir aqui tomar um vinho, ver um filme?
Acho que ele também devia estar no desespero. Em 15 minutos o cara tava lá em casa.
E olha que há uma distância considerável entre nossos bairros.
Mal o cara pisou aqui em casa meu cachorro grudou na perna dele e começou aquele movimento de meteção, sabe qual é?
-Porra, ta virando viado? Sai daí, Marley! Deixa o Bernardo em paz!
A primeira coisa sexual da noite já tinha acontecido, e não foi comigo.
Seria isso um sinal? Enfim, liguei o foda-me, e a parada começou.
Beijinhos, mãos ainda tímidas, um ritmo normal até. Ao me ver sem roupa, ele solta um: Aaaaaah nossa, que tesão. Tranqüilo né. Auto-estima até sobe um pouquinho.
Imagina se ele me vê sem roupa e diz "Se cobre", ou então "Desliga o abajur?¿.
Só que a partir daí, o cara simplesmente NÃO PARAVA de falar! Qualquer movimento, ou qualquer parte do meu corpo que ele visse era motivo pra gemer e falar.
Aaaaaah que boquinha. Nossa que peitos! Aaaaaah que bucetinha!
Depois do "Aaaaaah que bucetinha", eu senti uma tendência brega no ar.
Além do q, a gemeção dele tava um pouco exagerada.
Ainda não estávamos fazendo sacanagem há tanto tempo assim pra ele ficar emitindo esses grunidos de forma tão intensa. Esfrega essa bundinha em mim, vai, esfrega!
Ahn????????? Só um pouquinho, esfrega, vai! (E fazia cara de tesão, fazendo biquinho e fechando os olhinhos) Caralho, como assim, maluco?! Esfregar a bundinha?
Ta achando que minha bunda é Assolan pra ficar esfregando aí?!? Não, não quero.
Depois dessa, o pouco tesão que eu sentia por ele quase se extinguiu.
E ele não calava a porra da boca! Tudo ele falava, comentava.
Me senti na cama com o Galvão Bueno. Sexo mudo é foda, mas cara, helloooooow!
Há um intervalo, um espaço mínimo, uma divisão equilibrada entre, falar, respirar, fazer.
Onde estava aquele rapaz calado e sério?
Agora tudo que eu via era uma matraca brega querendo meter em mim.
Comecei a beijá-lo freneticamente pra que não houvesse a mínima possibilidade dele pronunciar uma palavra sequer. Eu parecia um desentupidor de pia, brother.
E com certeza ele achou que eu devia estar excitadíssima né.
Quando comecei a brincar com o objeto da criança, ele me fala: E aí gostou da surpresa?
Como assim surpresa, ele vem dentro do Kinder Ovo?
Não, gostosa. Lembra que eu te falei que calçava 45? AAAAAAAARGHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!
Como assim, pára tudo!!!!!!!! Na moral, onde esse homem aprendeu a trepar?
Ele é filho do Reginaldo Rossi e eu não sabia?
Vem cá, você quer que eu vire pro lado e durma AGORA?
Ou prefere que eu mande o Marley arrancar teu pau?
-Calma tesudinha (tesudinha??????). Foi brincadeira.
Brincadeira é o caralho. Brincadeira brega. Muito brega. Cortou totalmente o clima.
E tesudinha é a puta que tu come na Vila Mimosa! Broxei totalmente.
Virei pro lado, fechei os olhos, esperando ele se mancar e ir embora.
Daí ele me puxou e começou com o carinho lingual na minha companheira.
Até que isso ele fazia direitinho. Nada de excepcional, mas dentro dos padrões.
Confesso, isso me reacendeu. E cara... 6 MESES!
Pensei ta, já que tô aqui, vamos acabar logo com essa merda.
E o sexo propriamente dito começou. Ele urrava, parecia um rinoceronte.
Bicho, eu tava vendo a hora que a polícia ia bater aqui achando que eu tava matando alguém a facadas, pedradas ou coisa do gênero.
A parada acaba. Ta beleza. Deu uma aliviada né. E eu pensando "Agora se veste e vai embora".
Doce ilusão. Vem pra cá. Me abraça. Me dá um beijo. Faz carinho.
Foi bom pra você? Tem coca-cola? Em quanto tempo você quer dar mais uma? Bota uma música?
Caralho, caralho, caralho mais uma vez, caralho ao cubo!!!!!
Porra parecia aquelas velhas que sentam do teu lado no ônibus e contam toda a história da família, desde a época da colonização, e você só responde "sim", "aham", "é".
Aliás, eu sou ímã de velhas de ônibus. Uma vez saltei 3 pontos antes só pra me livrar de uma tal da Dona Jacinta. Comecei a mandar indiretas sutis: -Caramba, eu tenho dentista 08:30 da manhã. Já são mais de 4. Putz preciso dormir.
E nada dele se tocar! Ficava vendo meus livros, minhas fotos, me dava um beijo.
Eu já tava totalmente vestida, e ele só de cueca. Bem, vou ter que ser mais direta.
Olha só, melhor você ir se vestindo, eu já tenho que ir dormir.
Peraí deixa eu brincar um pouquinho com o Marley.
Começou a correr pela minha casa com o cachorro. Brother, que cena tosca.
Eu tava quase pegando a vassoura e colocando atrás da porta. Quando eu volto pro quarto, vejo ele com o meu diário na mão, abrindo, e ia ler! Que ousadia! (Ok me chamem de criança, eu tenho diário sim, ta?)
Botei meu chinelo, apaguei todas as luzes da casa, fui pra cozinha,
E fiquei ao lado da porta de braços cruzados com a chave na mão.
Porra ele não iaaaaaaaaa, não ia embora, ficou 3 eras glaciais me abraçando.
Tava quase empurrando e fechando a porta na cara dele. Finalmente ele se foi.
Fiquei até mais leve. Ufa! Que pesadelo! Me ligou no dia seguinte de manhã, 10 da matina.
Vai tomar no cú, me acorda ainda, viado! Não atendi. E assim foi por duas semanas.
14 dias de toco bina. Tive momentos de seca depois, mas JAMAAAAIS pensei em fazer isso de novo.
Prefiro passar o resto dos meus dias na companhia de meus dedos do que apelar prum troço desses.
Quarta-feira, Julho 19, 2006
Para o meu cantor.
Oh, sim, vou falar de amor, esse raio de sentimento danado igual animal selvagem, que não se doma, não tem dono, não se explica, não tem juízo.
Beleza Rara
Ivete Sangalo
Composição: Ed Grandão (esse cara é um poeta)
Eu não posso deixar
que o tempo te leve jamais
para longe de mim
Pois o nosso romance,
minha vida, é tão lindo
És quem manda e desmanda
nesse coração
Que só bate em razão de te amar
daria o mundo a você, se preciso
Você tem o aroma das rosas
Me envolve em teu cheiro
E assim faz ninar
A imensa vontade de estar
ao teu lado
Nem o mar tem o brilho encantante
como o dos teus olhos, minha pedra rara
Eu não vou negar, sem você
Meu mundo pára
Mil voltas e voltas que dei
Querendo de uma vez encontrar
Alguém que levasse a sério
amar
Mil voltas e voltas que dei
Querendo de uma vez encontrar
Alguém igual a você, beleza rara
Hoje sou feliz e canto
Só por causa de você
Hoje sou feliz, feliz e canto
Só porque amo amor, você!!!
Beleza Rara
Ivete Sangalo
Composição: Ed Grandão (esse cara é um poeta)
Eu não posso deixar
que o tempo te leve jamais
para longe de mim
Pois o nosso romance,
minha vida, é tão lindo
És quem manda e desmanda
nesse coração
Que só bate em razão de te amar
daria o mundo a você, se preciso
Você tem o aroma das rosas
Me envolve em teu cheiro
E assim faz ninar
A imensa vontade de estar
ao teu lado
Nem o mar tem o brilho encantante
como o dos teus olhos, minha pedra rara
Eu não vou negar, sem você
Meu mundo pára
Mil voltas e voltas que dei
Querendo de uma vez encontrar
Alguém que levasse a sério
amar
Mil voltas e voltas que dei
Querendo de uma vez encontrar
Alguém igual a você, beleza rara
Hoje sou feliz e canto
Só por causa de você
Hoje sou feliz, feliz e canto
Só porque amo amor, você!!!
Terça-feira, Julho 18, 2006
Estresse.
Estou estressada com o trabalho e ponto final.
Faltam 5 meses para minhas férias e te juro que preciso de férias agora, right now, imediatamente. Tô cansada. Será a idade?!
A vontade que dá é de ir pra casa e não fazer nada a tarde inteira...bom, vou trocar o "nada" por alugar um dvd, tomar sorvete com adoçante, contemplar o tempo passar, ligar pra Fortaleza (ah, essa eu fiz há pouco, depois do sorvete).
Quero mandar o chefe pra...casa tb.
Faço um curso atrás do outro (RM, MS Projetc), não dá nem tempo pra estudar o que acabo de ver, não é uma reclamação mas é fato que o trabalho se acumula pois o tempo no escritório diminui pela metade; se um assistente erra, lá vou eu pagar os pecados; o serviço de terceiros é entregue e tem um erro nas placas "g" minúsculo enquanto deveria ser maiúsculo, e por aí vai.
Semana que vem haverá um curso em Sampa, o tema "Gestão por Competências" está no orçamento 2006, lá vou eu.
Mas, aleluia, uma boa notícia: chego nesta manhã de domingo pra dar tempo ir conhecer o MASP. Na segunda-feira pretendo ir a Etna, realizar um sonho de consumo doméstico: comprar um faqueiro lindo! Se der tempo irei a 25 de março!
Ir à São Paulo e não peruar na 25 de março não é ir à São Paulo!
Detalhe: estamos em plena guerrilha na zona leste.
Estarei pela zona oeste. Espero escapar. O testamento está feito, os familiares avisados. Se aparecer nas manchetes do jornal "psicóloga insana reaje e se atraca com marginais" pode apostar que sou eu.
S.P. não é um lugar indicado para alguém desestressar: é feia, cinza, agitado, uma cidade neurótica. Vale pelo comércio e pelo lado profissional.
Se eu voltar viva daquele pandemônio, acho que já estou no lucro.
Inté.
Faltam 5 meses para minhas férias e te juro que preciso de férias agora, right now, imediatamente. Tô cansada. Será a idade?!
A vontade que dá é de ir pra casa e não fazer nada a tarde inteira...bom, vou trocar o "nada" por alugar um dvd, tomar sorvete com adoçante, contemplar o tempo passar, ligar pra Fortaleza (ah, essa eu fiz há pouco, depois do sorvete).
Quero mandar o chefe pra...casa tb.
Faço um curso atrás do outro (RM, MS Projetc), não dá nem tempo pra estudar o que acabo de ver, não é uma reclamação mas é fato que o trabalho se acumula pois o tempo no escritório diminui pela metade; se um assistente erra, lá vou eu pagar os pecados; o serviço de terceiros é entregue e tem um erro nas placas "g" minúsculo enquanto deveria ser maiúsculo, e por aí vai.
Semana que vem haverá um curso em Sampa, o tema "Gestão por Competências" está no orçamento 2006, lá vou eu.
Mas, aleluia, uma boa notícia: chego nesta manhã de domingo pra dar tempo ir conhecer o MASP. Na segunda-feira pretendo ir a Etna, realizar um sonho de consumo doméstico: comprar um faqueiro lindo! Se der tempo irei a 25 de março!
Ir à São Paulo e não peruar na 25 de março não é ir à São Paulo!
Detalhe: estamos em plena guerrilha na zona leste.
Estarei pela zona oeste. Espero escapar. O testamento está feito, os familiares avisados. Se aparecer nas manchetes do jornal "psicóloga insana reaje e se atraca com marginais" pode apostar que sou eu.
S.P. não é um lugar indicado para alguém desestressar: é feia, cinza, agitado, uma cidade neurótica. Vale pelo comércio e pelo lado profissional.
Se eu voltar viva daquele pandemônio, acho que já estou no lucro.
Inté.
Quinta-feira, Julho 13, 2006
Os bastidores da seleção de pessoal - parte I
Nos comentários do último post Thaty me deu uma ótima idéia:
Amorosa confessa causos (ou "cases" in inglesh, como você preferir)...
1998 selecionei um ajudante de produção que não tinha um "pau pra dar no gato", ele era semi-analfabeto, super humilde, o emprego era carteira assinada e tudo direitinho. Dois dias depois ele aparece na minha sala, está desistindo do emprego, pergunto-lhe "mas por que, Seu Antônio?" ele coça a cabeça e responde "ah, eu venho de bicicleta e pra vir pra cá é contra o vento." Hãn?! Minha mãe me explicou "minha filha, no interior tem disso, contra o vento o ciclista faz mais esforço." Pode?!
Comum: candidato vem encaminhado pelo SINE, já vem avisado sobre os dados do emprego, entrevisto-o, eu e gerente aprovamos-no, na hora h a criatura explica que como saiu do emprego há 1 / 2 meses deu entrada no seguro desemprego e quer que eu dê um "jeitinho" pra ele vir trabalhar sem assinarmos a carteira dele, pra ele receber o bendito seguro desemprego, "tenho 5 parcelas pra receber!!" diz radiante. Sujeito fica feliz pensando em "lucrar" duplamente. Eu explico que não podemos correr o risco de sermos multados por uma fiscalização. Resumo da ópera: dezenas de pessoas desistem pois preferem ficar em casa, coçando o s, ganhando uma pensãozinha fácil a terem a certeza de voltarem pro mercado de trabalho. E a seleção recomeça...afff.
Outra: currículo com capa (argh!) e o candidato escreve ocupação atual: desempregado. Estar sem emprego é estar ocupado?
Currículos em que os candidatos enchem linguiça (8 folhas narrando a tragetória profissional do mesmo desde 1973) letra nº 14, espaçamento imenso entre parágrafos; ou pecam pelo contrário querem resumir o currículo que medo de ficar longo demais, e fazem currículo de 1 página miserável, sem descrição de atividades, sem o cargo, sem período de trabalho, enfim, sem vender o profissional, requer que eu ligue ou chame a pessoa pra verificar um monte de informações;
Gente que NÃO tem nenhuma experiência profissional, faz faculdade e menciona uma pretensão salarial altíssima, incompatível com o mercado;
Certa vez divulguei vaga de estágio (6 a 8 horas)e apareceu candidato com 50 anos, 3 filhos. Já pensou o sufoco financeiro pra um pai de família ser o provedor do lar?! é complicado, pois o RH tem que selecionar alguém que se motive pelo trabalho, que esteja satisfeito, fatalmente uma seleção mais feita (às vezes a pessoa está além do perfil) gera a desistência do candidato, ou seja, retrabalho da seleção, novo treinamento / adaptação, etc;
Já vi 80 carteiras de trabalho empilhadas pela mesa e em 3 horas pré-selecionei 30 pra entrevistar numa manhã, é um processo "peneira", um funil, ossos do ofício;
Já encontrei o meu carro riscado e suspeito que fora algum destes que reprovei;
Já fui ameaçada de morte ("vou pegar a senhora lá fora")por um desclassificado no processo seletivo dentro de um canteiro de obra com cerca de 400 homens trabalhando;
Já entrevistei uma menina que me cantou;
Ele diz "bom dia!" e pergunta insinuante "Senhora ou Senhorita?", recolho minha mão pois estou vendo a hora o candidato puxar pra beijá-la;
1994 - estagiária da VICUNHA Têxtil - tive uma crise de riso durante uma entrevista com um candidato lindo que cismei que era a cara do Antônio Banderas. Se eu reprovei?! Claro que não! Pedi licença, sai da sala, me recompus e voltei para a entrevista.
Já conduzi a entrevista de desligamento do marido da minha chefe;
Quando estagiária fui convocada para re-entrevistar um candidato a vigilante armado pois minha superior estava na dúvida em aprovar. Oh, yes, o Wartegg (teste de personalidade fantástico) "dizia" cada coisa! Num deu, não. "Próximo..."
Já entrevistei jovens punk, dark, gótico, com 5 piercings no rosto;
Já recebi currículo de velhinha que pedia para ser candidata a esposa do Papai Noel;
Já tive que consolar mãe e avós de jovens candidatos reprovados;
Para aprová-los já ofereceram-me: caixa de bombom, peru assado, e uma moça perguntou o número de minha lingerie! Ah, eu nunca aceito. Mas se for funcionário(a) ai é beleza! Ainda mostro "Valentina, olha os brincos que você me deu! Tô usando".
Extraídos de rodapé de currículo:
"sou maçom"
"tenho curso de máquina fotográfica Kodak"
"sou evangélico"
Esta é comovente "estou a procura de meu primeiro estágio, mas as empresas só querem pessoas com experiência. Ora! Como vou conseguir experiência se ninguém dá oportunidade?"
"Tenho ótima aparência" (anexos: foto da candidata de biquini ou roupa pra balada; foto com chapéu de camponesa; foto recortada de evento social; foto tirada pela própria candidata sorridente, com máquina digital, estando ela sentada dentro do carro);
Tenho muitas histórias pra contar, meus amigos sabem que pretendo escrever o livro que, ao menos, já tem título "No RH de tudo há".
Eu gosto da rima e a frase faz sentido. Depois conto a história do epléptico e dos doentes.
Amorosa confessa causos (ou "cases" in inglesh, como você preferir)...
1998 selecionei um ajudante de produção que não tinha um "pau pra dar no gato", ele era semi-analfabeto, super humilde, o emprego era carteira assinada e tudo direitinho. Dois dias depois ele aparece na minha sala, está desistindo do emprego, pergunto-lhe "mas por que, Seu Antônio?" ele coça a cabeça e responde "ah, eu venho de bicicleta e pra vir pra cá é contra o vento." Hãn?! Minha mãe me explicou "minha filha, no interior tem disso, contra o vento o ciclista faz mais esforço." Pode?!
Comum: candidato vem encaminhado pelo SINE, já vem avisado sobre os dados do emprego, entrevisto-o, eu e gerente aprovamos-no, na hora h a criatura explica que como saiu do emprego há 1 / 2 meses deu entrada no seguro desemprego e quer que eu dê um "jeitinho" pra ele vir trabalhar sem assinarmos a carteira dele, pra ele receber o bendito seguro desemprego, "tenho 5 parcelas pra receber!!" diz radiante. Sujeito fica feliz pensando em "lucrar" duplamente. Eu explico que não podemos correr o risco de sermos multados por uma fiscalização. Resumo da ópera: dezenas de pessoas desistem pois preferem ficar em casa, coçando o s, ganhando uma pensãozinha fácil a terem a certeza de voltarem pro mercado de trabalho. E a seleção recomeça...afff.
Outra: currículo com capa (argh!) e o candidato escreve ocupação atual: desempregado. Estar sem emprego é estar ocupado?
Currículos em que os candidatos enchem linguiça (8 folhas narrando a tragetória profissional do mesmo desde 1973) letra nº 14, espaçamento imenso entre parágrafos; ou pecam pelo contrário querem resumir o currículo que medo de ficar longo demais, e fazem currículo de 1 página miserável, sem descrição de atividades, sem o cargo, sem período de trabalho, enfim, sem vender o profissional, requer que eu ligue ou chame a pessoa pra verificar um monte de informações;
Gente que NÃO tem nenhuma experiência profissional, faz faculdade e menciona uma pretensão salarial altíssima, incompatível com o mercado;
Certa vez divulguei vaga de estágio (6 a 8 horas)e apareceu candidato com 50 anos, 3 filhos. Já pensou o sufoco financeiro pra um pai de família ser o provedor do lar?! é complicado, pois o RH tem que selecionar alguém que se motive pelo trabalho, que esteja satisfeito, fatalmente uma seleção mais feita (às vezes a pessoa está além do perfil) gera a desistência do candidato, ou seja, retrabalho da seleção, novo treinamento / adaptação, etc;
Já vi 80 carteiras de trabalho empilhadas pela mesa e em 3 horas pré-selecionei 30 pra entrevistar numa manhã, é um processo "peneira", um funil, ossos do ofício;
Já encontrei o meu carro riscado e suspeito que fora algum destes que reprovei;
Já fui ameaçada de morte ("vou pegar a senhora lá fora")por um desclassificado no processo seletivo dentro de um canteiro de obra com cerca de 400 homens trabalhando;
Já entrevistei uma menina que me cantou;
Ele diz "bom dia!" e pergunta insinuante "Senhora ou Senhorita?", recolho minha mão pois estou vendo a hora o candidato puxar pra beijá-la;
1994 - estagiária da VICUNHA Têxtil - tive uma crise de riso durante uma entrevista com um candidato lindo que cismei que era a cara do Antônio Banderas. Se eu reprovei?! Claro que não! Pedi licença, sai da sala, me recompus e voltei para a entrevista.
Já conduzi a entrevista de desligamento do marido da minha chefe;
Quando estagiária fui convocada para re-entrevistar um candidato a vigilante armado pois minha superior estava na dúvida em aprovar. Oh, yes, o Wartegg (teste de personalidade fantástico) "dizia" cada coisa! Num deu, não. "Próximo..."
Já entrevistei jovens punk, dark, gótico, com 5 piercings no rosto;
Já recebi currículo de velhinha que pedia para ser candidata a esposa do Papai Noel;
Já tive que consolar mãe e avós de jovens candidatos reprovados;
Para aprová-los já ofereceram-me: caixa de bombom, peru assado, e uma moça perguntou o número de minha lingerie! Ah, eu nunca aceito. Mas se for funcionário(a) ai é beleza! Ainda mostro "Valentina, olha os brincos que você me deu! Tô usando".
Extraídos de rodapé de currículo:
"sou maçom"
"tenho curso de máquina fotográfica Kodak"
"sou evangélico"
Esta é comovente "estou a procura de meu primeiro estágio, mas as empresas só querem pessoas com experiência. Ora! Como vou conseguir experiência se ninguém dá oportunidade?"
"Tenho ótima aparência" (anexos: foto da candidata de biquini ou roupa pra balada; foto com chapéu de camponesa; foto recortada de evento social; foto tirada pela própria candidata sorridente, com máquina digital, estando ela sentada dentro do carro);
Tenho muitas histórias pra contar, meus amigos sabem que pretendo escrever o livro que, ao menos, já tem título "No RH de tudo há".
Eu gosto da rima e a frase faz sentido. Depois conto a história do epléptico e dos doentes.
Quarta-feira, Julho 12, 2006
Reunião de Diretoria
Amorosa confessa...
Contextualizando: eu trabalho como gerente de Recursos Humanos e Infra-estrutura (Administrativa), é comum termos reuniões mensais de 3 horas, e acontece cada coisa...
Tem aqueles que:
Se atrasam sempre pra parecer que são muito ocupados;
Se atrasam pra pegar logo a sala cheia e a reunião iniciar sem eles "perderem" tempo esperando os outros;
Uns 3 colegas sentam-se juntinhos formando a célebre panelinha (e tome cuxixo, ou seja: confabulam e fofocam ao pé do ouvido o tempo todo)
Tem aqueles que mandam mensagens e atendem celular na maior cara de pau;
Aqueles que se levantam 2 / 3 vezes pra tomar café no canto da sala;
Aqueles que não se sentam: se reclinam na cadeira com as pernas esticadonas como se estivessem na poltrona de casa;
Aqueles que metem o bedelho em tudo e todos, geralmente só criticam, não tem nada a sugerir;
Aqueles que não falam nada e outros que monopolizam os comentários;
Aqueles que passam a maior parte do tempo sérios, sisudos, escrevendo coisas que você julga que são anotações seríssimas, mas se você reparar bem são rabiscos, flores, desenhos, caricaturas, e o sujeito tá no mundo da lua;
Aqueles que observam um voluntário (cheio de boa vontade) digitando algo visualizado no data show e ficam só "zoando", mandando "trocar o estagiário", solicitam a mim que inscreva o coitado em curso de Excel e word básico (só que o cara é o advogado! pode?!);
Aqueles que estão tão tensos e/ou entediados e aproveitam qualquer oportunidade para ficar brincando, soltando piadas. Este tipo eu até que aprecio, pois me fazem rir, descontraem o grupo. Vou citar um caso, a empresa tem uma logo com 3 bonequinhos (igual àquela empresa de telefonia que começa com V..., antes que você pense que foi falta de criatividade nossa, defendo que foi ela que nos imitou, pois nossa logo é muito mais antiga), pois bem, papo vai, papo vem, estamos revisando o bendito Planejamento Estratégico 2006, não sei porque cargas d´água alguém diz que nossa logo com os 3 bonequinhos são: Huguinho, Zezinho e Luizinho. Aí um gerente fala gargalhando o que é fato: "já temos o Huguinho e o Zezinho, só falta o Luizinho!" Caraca, e num é que são os nomes de 2 dos 3 diretores! Eu acrescento animada "opa! Vou já fazer seleção pra um Luizinho! Não seja por isso!"
Dá meio dia, a fome aperta, falta um assunto polêmico ligado a área de informática, o gerente de tecnologia da informação ao meu lado sussura "ô meu Deus, tomara que não entrem no assunto, eu planejava almoçar hoje..."
Saímos da reunião 12:30, cheios de: alívio pela missão cu(o)mprida, de cobranças e fome.
Há alguns anos uma colega que redigia a ata das reuniões da empresa em que ela trabalhava, disse-me que os diretores falavam tanto, mas tanto palavrão que ela confessou que se fosse citá-los não haveriam folhas suficientes.
Trabalhei em uma construtora com 9 engenheiros, em nossas reuniões combinamos que os atrasados eram recebidos com palmas (assim eles morriam de vergonha) e pagavam uma multa simbólica. Ao fim de alguns meses, eu na qualidade de tesoureira investi a arrecadação num lanche durante a reunião, tudo acabou em pizza literalmente.
Quem quiser, pode contribuir nos comentários sobre coisas esquisitas ou engraçadas que acontecem durante reuniões de trabalho. Aposto que esqueci de citar montes de coisas.
Inté.
Preciso trabalhar!
Contextualizando: eu trabalho como gerente de Recursos Humanos e Infra-estrutura (Administrativa), é comum termos reuniões mensais de 3 horas, e acontece cada coisa...
Tem aqueles que:
Se atrasam sempre pra parecer que são muito ocupados;
Se atrasam pra pegar logo a sala cheia e a reunião iniciar sem eles "perderem" tempo esperando os outros;
Uns 3 colegas sentam-se juntinhos formando a célebre panelinha (e tome cuxixo, ou seja: confabulam e fofocam ao pé do ouvido o tempo todo)
Tem aqueles que mandam mensagens e atendem celular na maior cara de pau;
Aqueles que se levantam 2 / 3 vezes pra tomar café no canto da sala;
Aqueles que não se sentam: se reclinam na cadeira com as pernas esticadonas como se estivessem na poltrona de casa;
Aqueles que metem o bedelho em tudo e todos, geralmente só criticam, não tem nada a sugerir;
Aqueles que não falam nada e outros que monopolizam os comentários;
Aqueles que passam a maior parte do tempo sérios, sisudos, escrevendo coisas que você julga que são anotações seríssimas, mas se você reparar bem são rabiscos, flores, desenhos, caricaturas, e o sujeito tá no mundo da lua;
Aqueles que observam um voluntário (cheio de boa vontade) digitando algo visualizado no data show e ficam só "zoando", mandando "trocar o estagiário", solicitam a mim que inscreva o coitado em curso de Excel e word básico (só que o cara é o advogado! pode?!);
Aqueles que estão tão tensos e/ou entediados e aproveitam qualquer oportunidade para ficar brincando, soltando piadas. Este tipo eu até que aprecio, pois me fazem rir, descontraem o grupo. Vou citar um caso, a empresa tem uma logo com 3 bonequinhos (igual àquela empresa de telefonia que começa com V..., antes que você pense que foi falta de criatividade nossa, defendo que foi ela que nos imitou, pois nossa logo é muito mais antiga), pois bem, papo vai, papo vem, estamos revisando o bendito Planejamento Estratégico 2006, não sei porque cargas d´água alguém diz que nossa logo com os 3 bonequinhos são: Huguinho, Zezinho e Luizinho. Aí um gerente fala gargalhando o que é fato: "já temos o Huguinho e o Zezinho, só falta o Luizinho!" Caraca, e num é que são os nomes de 2 dos 3 diretores! Eu acrescento animada "opa! Vou já fazer seleção pra um Luizinho! Não seja por isso!"
Dá meio dia, a fome aperta, falta um assunto polêmico ligado a área de informática, o gerente de tecnologia da informação ao meu lado sussura "ô meu Deus, tomara que não entrem no assunto, eu planejava almoçar hoje..."
Saímos da reunião 12:30, cheios de: alívio pela missão cu(o)mprida, de cobranças e fome.
Há alguns anos uma colega que redigia a ata das reuniões da empresa em que ela trabalhava, disse-me que os diretores falavam tanto, mas tanto palavrão que ela confessou que se fosse citá-los não haveriam folhas suficientes.
Trabalhei em uma construtora com 9 engenheiros, em nossas reuniões combinamos que os atrasados eram recebidos com palmas (assim eles morriam de vergonha) e pagavam uma multa simbólica. Ao fim de alguns meses, eu na qualidade de tesoureira investi a arrecadação num lanche durante a reunião, tudo acabou em pizza literalmente.
Quem quiser, pode contribuir nos comentários sobre coisas esquisitas ou engraçadas que acontecem durante reuniões de trabalho. Aposto que esqueci de citar montes de coisas.
Inté.
Preciso trabalhar!
Terça-feira, Julho 11, 2006
aonde vamos parar?
Fantástico - 02.07, vi a notícia sobre um garoto de 6 anos sequestrado há 2 meses. Os pais estavam desesperados, sem contato com os sequestradores. Chorei tanto. Já passei por um sequestro de 4 horas, que nem se compara a estes crimes hediondos.
Hoje cedo vi a reportagem na tv, o garoto no colo dos pais. Sou emotiva demais, cai no choro de novo, mas desta vez de alívio:
A polícia estourou ontem em Guaianazes, zona leste de São Paulo, um cativeiro onde era mantido seqüestrado, desde 9 de maio, um garoto de seis anos. Ele é filho de um empresário de Arujá, na Grande São Paulo, dono de uma escola.
O menino foi capturado quando ia de carro para a escola com o irmão mais velho, que completou 21 anos ontem, no dia da libertação de L. --63 dias depois do início do seqüestro.
A criança tinha cinco anos quando foi levada e fez aniversário dentro do cativeiro.
O seqüestro deixou apavorados os familiares não apenas pela idade da criança, mas pelo fato de os criminosos terem ficado muito tempo sem contato e de ela ter uma saúde delicada --fez cirurgia no crânio quando tinha quatro meses. O garoto chegou em casa ontem, por volta das 21h, sem ferimentos. "Ele está muito bem, é um dia maravilhoso", afirmou o pai.
O cativeiro foi localizado pela Delegacia de Roubo de Cargas. Segundo o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, há dez dias a unidade recebeu uma denúncia de que um criminoso que ela investigava, de nome Dário, estava com uma criança. Ontem pela manhã, ao monitorar um endereço dele em Caraguatatuba (litoral norte de SP), prendeu o criminoso, que indicou o cativeiro, um sobrado em boas condições em Guaianazes. De acordo com policiais, as declarações do acusado levam a crer que o próximo contato seria feito só daqui a 120 dias.
No final da tarde, a polícia encontrou a casa e prendeu a mulher que vigiava o garoto. Na casa também ficava o filho deficiente mental da mulher.
Lucas estava jogando videogame, o que, segundo o delegado, ficou fazendo em boa parte do tempo no cativeiro. "Ele não tinha noção de que estava seqüestrado. Achava que estava longe da mãe por conta de uma discussão com o irmão mais velho e que logo a reencontraria."
A mulher disse que cuidava do cativeiro pois um filho dela estaria com o PCC, que ameaçava matá-lo se ela não fizesse o trabalho. A polícia checará a informação.
É nessas horas que me lembro dos "Direitos Humanos para quem é humano" que publiquei por aqui e acho que deveria haver um Big Brother no pátio da cadeia em que há mil presos ao relento em SP: portas soldadas pelos agentes desesperados, as fichas pessoais de centenas de agentes foram pegas pelos presos, a comida chega pelo teto, doenças, sol a sol, 15 agentes foram assassinados até o momento.
O crime compensa?!
Eu tenho um amigo que parou de caminhar no calçadão da Beira Mar porque presenciou um assalto na sua frente, os marginais fugiram a nado! Tá feia a coisa, hein.
É por isso que sempre que fico em casa lembro, rindo, do que diz minha irmã "boa romaria faz quem em casa, fica em paz".
Hoje cedo vi a reportagem na tv, o garoto no colo dos pais. Sou emotiva demais, cai no choro de novo, mas desta vez de alívio:
A polícia estourou ontem em Guaianazes, zona leste de São Paulo, um cativeiro onde era mantido seqüestrado, desde 9 de maio, um garoto de seis anos. Ele é filho de um empresário de Arujá, na Grande São Paulo, dono de uma escola.
O menino foi capturado quando ia de carro para a escola com o irmão mais velho, que completou 21 anos ontem, no dia da libertação de L. --63 dias depois do início do seqüestro.
A criança tinha cinco anos quando foi levada e fez aniversário dentro do cativeiro.
O seqüestro deixou apavorados os familiares não apenas pela idade da criança, mas pelo fato de os criminosos terem ficado muito tempo sem contato e de ela ter uma saúde delicada --fez cirurgia no crânio quando tinha quatro meses. O garoto chegou em casa ontem, por volta das 21h, sem ferimentos. "Ele está muito bem, é um dia maravilhoso", afirmou o pai.
O cativeiro foi localizado pela Delegacia de Roubo de Cargas. Segundo o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, há dez dias a unidade recebeu uma denúncia de que um criminoso que ela investigava, de nome Dário, estava com uma criança. Ontem pela manhã, ao monitorar um endereço dele em Caraguatatuba (litoral norte de SP), prendeu o criminoso, que indicou o cativeiro, um sobrado em boas condições em Guaianazes. De acordo com policiais, as declarações do acusado levam a crer que o próximo contato seria feito só daqui a 120 dias.
No final da tarde, a polícia encontrou a casa e prendeu a mulher que vigiava o garoto. Na casa também ficava o filho deficiente mental da mulher.
Lucas estava jogando videogame, o que, segundo o delegado, ficou fazendo em boa parte do tempo no cativeiro. "Ele não tinha noção de que estava seqüestrado. Achava que estava longe da mãe por conta de uma discussão com o irmão mais velho e que logo a reencontraria."
A mulher disse que cuidava do cativeiro pois um filho dela estaria com o PCC, que ameaçava matá-lo se ela não fizesse o trabalho. A polícia checará a informação.
É nessas horas que me lembro dos "Direitos Humanos para quem é humano" que publiquei por aqui e acho que deveria haver um Big Brother no pátio da cadeia em que há mil presos ao relento em SP: portas soldadas pelos agentes desesperados, as fichas pessoais de centenas de agentes foram pegas pelos presos, a comida chega pelo teto, doenças, sol a sol, 15 agentes foram assassinados até o momento.
O crime compensa?!
Eu tenho um amigo que parou de caminhar no calçadão da Beira Mar porque presenciou um assalto na sua frente, os marginais fugiram a nado! Tá feia a coisa, hein.
É por isso que sempre que fico em casa lembro, rindo, do que diz minha irmã "boa romaria faz quem em casa, fica em paz".
Sexta-feira, Julho 07, 2006
Mudança de hábitos.
Ele sempre levou uma vida normal, sabia o que queria.
Achava que pra saber o que queria tinha conhecer de tudo um pouco pra saber escolher melhor.
Traçava tudo, provou, abusou.
Aos 40 e poucos, de uma hora pra outra, começou a mudar de hábitos.
Começou uma abstinência singela.
Tinha uma determinação ímpar.
Os amigos lhe convidavam para verdadeiras orgias, ele se recusava, perguntavam-lhe "mas como você consegue? Com tanta fartura nesse mundo?"
Ele nem se importava, ia levando.
Estava começando a emagrecer, era visível.
Ele sentia-se mais forte e saudável.
Perguntavam-lhe "o que você está tomando? Fluexetina? Prozac?".
"Logo você que era tão chegado no pecado da carne?"
Mas aí, um belo dia, correndo no Parque da Cidade, havia um grupo animado de pessoas em volta, comemorando um aniversário.
Ele sente um "perfume" no ar. Lá está ela.
"É ela! Caraca, como pude passar tanto tempo longe dela?!"
Ele tenta fugir, está desconcertado. Está desconcertado com a força do desejo da carne.
A saudade lhe dava um nó na garganta, um frio no estômago.
Ele entra no carro, num impulso, antes que desista, dirige feliz da vida, radiante, um alívio ter decidido sair dessa secura, escolhe uma mesa e vai logo pedindo ao garçom:
_ Um rodízio completo, por favor. Nada de bebida, traz logo picanha!
Ué, você pensou o que?
tsc tsc tsc, que maldoso!!!
O personagem era vegetariano, não comia carne há anos!
A "verdadeira orgia" era gastronômica.
Achava que pra saber o que queria tinha conhecer de tudo um pouco pra saber escolher melhor.
Traçava tudo, provou, abusou.
Aos 40 e poucos, de uma hora pra outra, começou a mudar de hábitos.
Começou uma abstinência singela.
Tinha uma determinação ímpar.
Os amigos lhe convidavam para verdadeiras orgias, ele se recusava, perguntavam-lhe "mas como você consegue? Com tanta fartura nesse mundo?"
Ele nem se importava, ia levando.
Estava começando a emagrecer, era visível.
Ele sentia-se mais forte e saudável.
Perguntavam-lhe "o que você está tomando? Fluexetina? Prozac?".
"Logo você que era tão chegado no pecado da carne?"
Mas aí, um belo dia, correndo no Parque da Cidade, havia um grupo animado de pessoas em volta, comemorando um aniversário.
Ele sente um "perfume" no ar. Lá está ela.
"É ela! Caraca, como pude passar tanto tempo longe dela?!"
Ele tenta fugir, está desconcertado. Está desconcertado com a força do desejo da carne.
A saudade lhe dava um nó na garganta, um frio no estômago.
Ele entra no carro, num impulso, antes que desista, dirige feliz da vida, radiante, um alívio ter decidido sair dessa secura, escolhe uma mesa e vai logo pedindo ao garçom:
_ Um rodízio completo, por favor. Nada de bebida, traz logo picanha!
Ué, você pensou o que?
tsc tsc tsc, que maldoso!!!
O personagem era vegetariano, não comia carne há anos!
A "verdadeira orgia" era gastronômica.
Terça-feira, Julho 04, 2006
amor bem gandão
Àqueles que já investiram num amor à distância, sabem da saudade e da solidão que dá na gente, sem querer, na calada da noite, dirigindo sozinha(o), mesmo que estejamos rodeados de pessoas, mesmo que esteja tudo-bem-tudo-em-paz, há sempre uma saudade, um pedacinho que falta, aquela vontade de estar juntos...
Essa poesia esta a nossa cara:
Não sei quem é o/a autor(a)
Quando você disse que bateu saudade, que queria me encontrar
Arrumei a casa, perfumei a cama, preparei um bom jantar
Separei um vinho, coloquei no gelo, desliguei meu celular
Fui pensando em coisas, fui armando um clima, pus um disco pra tocar
Vem... Que eu deixei de propósito a porta entreaberta
Vem... Que eu fiz tudo a seu jeito, você vai gostar
Vem... Que a paixão me desperta!
É vontade de amar
Quando você chegar
Já deixei a sala só à luz de vela, que reflete o seu olhar
Pus rosa vermelha no centro da mesa, que sensualiza o ar
Botei nossa foto do primeiro encontro na estante sobre o bar
Me ajeitei no espelho, me sentei à espera no meu canto do sofá
Vem... Porque sem você essa casa é deserta
Vem... Que vai ser sempre assim que você vai me achar
Vem... Que a paixão me desperta!
É vontade de amar
Quando você chegar...
É vontade de amar
Quando você chegar...
Essa poesia esta a nossa cara:
Não sei quem é o/a autor(a)
Quando você disse que bateu saudade, que queria me encontrar
Arrumei a casa, perfumei a cama, preparei um bom jantar
Separei um vinho, coloquei no gelo, desliguei meu celular
Fui pensando em coisas, fui armando um clima, pus um disco pra tocar
Vem... Que eu deixei de propósito a porta entreaberta
Vem... Que eu fiz tudo a seu jeito, você vai gostar
Vem... Que a paixão me desperta!
É vontade de amar
Quando você chegar
Já deixei a sala só à luz de vela, que reflete o seu olhar
Pus rosa vermelha no centro da mesa, que sensualiza o ar
Botei nossa foto do primeiro encontro na estante sobre o bar
Me ajeitei no espelho, me sentei à espera no meu canto do sofá
Vem... Porque sem você essa casa é deserta
Vem... Que vai ser sempre assim que você vai me achar
Vem... Que a paixão me desperta!
É vontade de amar
Quando você chegar...
É vontade de amar
Quando você chegar...
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