Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Visita V.I.P a caminho!

Dia 28 de setembro:
Sabe a expectativa de alguém que vai à uma festa ou viagem importante?
Imagina a ansiedade de alguém que vai se submeter a uma cirurgia plástica pra mudar radicalmente?
Pois é, tou assim pra esperar namoradoquemoralonge.
Estou na expectativa pra hora em que a porta do desembarque do aeroporto abrir!
Há todo um ritual prévio de frescuras:
pôr o carro pra lavar, aspirar, polir (ando passando silicone até durante sinal fechado);
lavar o banheiro (esconder a tintura de cabelo atrás de montes de cosméticos);
trocar coisas de lugar (minha especialidade);
reservar a toalha mais macia pra ele (cheirosa com amaciante);
inaugurar aquele conjunto de lençóis de cama de arrasar, típico de revista Casa Cláudia, socar os travesseiros pra ficarem fofinhos (não dormi na cama pra não desarrumar e fazer rugas);
fora o ritual pra virar boneca Susi (eu odeio a Barbie): banho de lua, cortar e retocar os cabelos, fugir 1/2 hora mais cedo do escritório pra ir na manicure, depilar as pernocas,
fazer um bolo fofo;
colocar flores na mesa;
colocar o dvd acústico do Iglles!!! (Hotel California acústico, ô coisa boa)
fazer supermercado feliz da vida: cadeira de praia pra varanda, pão de queijo, sorvete, picanha e carne de porco pro churrasco, manteiga (que nossas mães não saibam, irião falar "ó o colesterol!"), muito presunto e queijo, bombons de chocolate, enfim, bagulhos e coisas calóricas que normalmente evito por questões obvias: engordam horrores.
Desta vez não irei recebê-lo usando peruca loura, óculos escuros e segurando um balão de gás vermelho em forma de coração. Vou de miniminimini-saia e saltos novos, na linha "vem cá, meu gato".

Quarta-feira, Setembro 27, 2006

Minha irmã é uma figura.

Amorosa confessa...
Nasceram: eu, meu irmão e uma irmãzinha de cabelos cacheados.
Era sapeca desde sempre. Aprendeu a andar e falar anos luz antes de nós dois.
Na infância, nunca colaborava na arrumação da caixa de brinquedos, fato que me indignava.
É linda, inteligente, mas tem umas caraterísticas pessoais delicadas: é invocada, geniosa, teimosa e exagerada.

Como advogada atuante na política, tem convicção de que os telefones dela são grampeados.
Vive querendo falar por códigos, interrompe diálogos, diz que não pode falar e ponto final.
Enfim, tem paranóia de perseguição.
Não confia nem em agendamento de pagamento em caixa eletrônico.
Há alguns anos atrás quando ela quase foi aprovada em concurso para delegada, nos consolamos: "Deus sabe o que faz, já pensou a Didica (apelido de infância) com uma arma na mão. Até os flanelinhas estariam perdidos."

Ela tem mania de morar em lugar "clean", ou seja, quanto menos móveis melhor.
Você faz idéia do que é decoração minimalista?! Divida por 3, é a casa dela.
Enquanto eu gosto de ter tudo em casa, ela odeia. Ela sempre acha que pode estar prestes a se mudar (Rio ou Fortaleza). Diz ela que "quanto menos coisa, melhor".

Um dia, cansada de fazer alguma refeição no ap dela, em tijelinhas miúdas, comprei-lhe um aparelho de jantar: lindo, branco com delicadas e leves flores coloridas nas bordas. Ela aceitou, resignada. Guardou a caixa num canto.
Com muito custo consegui que ela aceitasse um balde.
Já voltei pra casa com uma vassoura na mão e outras coisinhas rejeitadas pela criatura.

"_Didica (apelido de infância), comprei um lindo peso de porta em forma de cachorrinho pra você!
_PelamordeDeus eu mato quem me der mais alguma coisa! Eu odeio ganhar coisas pra casa, eu já tô com raiva da blusa de gatinho que você me deu ontem. Se quiser me dar alguma coisa, é simples: vá na H. Stern e escolha alguma coisa!
Ó, bolsa! Eu tô precisando de uma bolsa de R$ 1.000,00 que vi na Vitor Hugo. Cadê? Quero ver se há alguma alma caridosa e rica pra me dar essas coisas. E eu já vou desligar porque já fiquei com raiva."
Raul, amigo dela, que trabalha comigo, entra na minha sala neste segundo, conto o causo. Ele diz calmamente: "é, ontem fomos ao shopping e ela surtou dizendo essas coisas."

Quando vim morar em Brasília tentamos morar juntas em uma quitinete, e morar em kit é privacidade 0.
Didica vivia para estudar e dormir. Tinha horários malucos, tipo 3 da madruga: dedilhava o laptop, esquentava xícaras de leite com Nescafé no micro-ondas, recebia telefonemas animados.
Eu: morta de sono, tendo que pular da cama às 7:00 para trabalhar. Por duas vezes me ergui da cama no meio da noite, meio zumbi, peguei um travesseiro e fui (tentar) dormir no carro.
Ela escovava os dentes na pia da cozinha e deixava a escova de dentes no escorredor de pratos. Metia o bedelho em tudo o que eu cozinhava, embora quando ficasse pronto ela adorasse e devorasse tudo.

Irmã brigando é uma graça, meio tragicomédia.
Amigas você escolhe, tem um certo jeitinho pra manter a amizade. Com irmã, às vezes, é na base do esculhaço, o jeito era fazer um DDD pra mãe e pai acudir um bode mais sério.

Nosso maior divertimento era tomar (eu: 01) chopp, já ela... o médico disse que seu fígado estava necrosando.
Lugares preferidos: quiosque da Brahma ou o bar Bedrok.
Certo dia passamos intensos 6:30 em um shopping.

Ela diz que eu sou forte fisicamente, então eu carregada móveis, malas, garrafão de água mineral, arrastava móveis, fazia nossas mudanças de ap (foram 4). Se ela carregava algo grunia algo gutural "uhhhhuuu", com um ar tão sofrido que eu jamais permitia que ela fizesse esforço. Achava que ela teria óbito na próxima investida.
A estratégia dela em me elogiar é uma manobra comovente, percebem?!

Didica gosta de cães e gatos.
Gosta de puxar os bigodes, apará-los com a tesoura, deixar os indefesos em galhos de árvores altas, alto de estantes. Diverte-se horrores, especialmente se os respectivos donos estiverem ausentes. Flagrantes também a fascinam.
Um casal de amigos tinha um gato. Pra ela o Zorbis era o gato perfeito: grande, gordo e preguiçoso.
O gato morria de medo dela, escondia-se atrás da geladeira, ou seja, ele preferia ser eletrocutado a ser apanhado.
O casal de amigos dizia "você veio nos visitar ou veio ver o Zorbis?!".
Quando o gato morreu doente ela disse em tom de reprovação"a casa de vocês perdeu o glamour".
Minha mãe cria um pinchie de 7 anos. Didica morre de ciúmes dele. Compete com ele inconscientemente.
Ela vai à feira da Torre e compra aquelas camisetas para cães (Segurança, Polícia Federal, camisa presidiário, do Brasil). A vendedora já reconhece a cara dela e cái na gargalhada, pois ela chega dizendo que veio comprar camisa pro cachorro "descarado da minha mãe".
Certa vez nossa mãe disse: "minha filha, o Popó não gostou daquela camisa que você mandou pois ficou apertada". Você precisa ver a cara de felicidade dela! Desde então ela faz questão que ele vista a tal camisa, só pro cachorrinho sofrer. Credo!
Os apelidos do cachorro são: Ota (de idota) ou Bobó (de boboca), mas o preferido é descarado.
Certa noite, olhando pro nada, vejo-a beber um copo d´água, pensativa. Ela diz bem séria "advinha o que eu estou pensando?", "não faço a menor idéia" (mas penso que seja trabalho), ela responde indignada "eu estou pensando que a esta hora o Ota tá lá com a minha mãe, tem as tijelas cheia de comida e um travesseiro só pra ele!!! Como é que pode um negócio desses?"
Nossa mãe mora numa fazenda e cria gado, Didica diz "o descarado pensa que a fazenda é dele, só dele!!!".
Um vez entrou lá louca pra "brincar" com o coitado, quando ele a viu, baixou as orelhas e uivou. Sim, uivou "auuuuhhh" de desespero. Nesta hora ela adora imitar o uivo, bem longo e sentido. Ela disse "ele é burro, escondeu-se sabe onde? Num lugar óbvio: a casinha dele!"

Semana passada ela voltou de Fortaleza, com ódio porque isolaram o Popó dela. Está comemorando: "Márcia, o Popó não é mais o mesmo, está velho, um idoso, está grisalho e manca de uma pata!!! Eu disse pra mamãe: a senhora precisa trocar de cachorro, este aí está vencido, não presta mais! Vou lhe dar um novo, 0 km! E mais: esse cachorro velho é virgem, deve ser gay, nasceu sem culhões (sim, eles são "embutidos") a veterinária disse que ele vai morrer de câncer. Tá vendo não presta nem pra reproduzir."

Normalmente as despedidas de Didica ao telefone são assim: "tchau, mãe, um beijo...um chute no cachorro."
Dia 29.08 niver da mama eu incorporei esse bordão e mandei msn pelo celular "Parabéns pelo niver! Beijos. Um chute no cachorro." Mas, que fique claro, eu adoro cães. O Popó me adora, eu faço carinho de verdade.

Entederam porque a chamo de Felícia?! Aquele personagem do desenho animado Tine Toon, que ama ser carinhosamente sádica com os animais, que dizia "eu vou te apertar, te abraçar, te beijar".

Não há uma única vez em que ela não venha me visitar e resmungue: "você devia criar um animal, é muito triste uma casa sem um animal", eu digo "cria tu, quero ver se tem coragem pra limpar a casa", "pois é, chato né?! Deviam vir com rolha.".
E então, alguém aí se habilita a doar um animal pra minha estimada irmã?

Não, não pode ser um felino, tipo onça, leão, ou jacaré...tem que ser um bicho de pequeno porte, manso, dócil, submisso....heheheheeh!

Quinta-feira, Setembro 21, 2006

Este Sr. Manoelito descreveu meus sentimentos.

Na linha namoro à distância...

Diga
Marisa Monte
Composição: Manoelito Nunes

Quando eu lhe falar, meu grande amor
De toda essa falta que você me faz
Não me diga nada, por favor
Que venha me fazer sofrer ainda mais

Eu pensei que o mundo era todo meu
Mesmo sem você, eu entendo agora
Que eu me perdi ao perder você
E o mundo que era meu, eu joguei fora

Diga que entre nós não mudou nada
Que a minha estrada é a sua estrada
Que os meus sonhos
São os sonhos seus

Diga que tudo está do mesmo jeito
Que ainda existe no seu peito
Aquele mesmo coração
Que nunca me esqueceu.

Segunda-feira, Setembro 18, 2006

Há 3 meses ganhei de meu amor um dvd do filme Don Juan de Marco. Já assistimos este filme juntos, quando do lançamento, faz um bom tempo, mas com tanto horário eleitoral resolvi rever o filme.

Sem dúvida, é um singelo filme romântico.

Não há como não olhar pro Marlon Brando sem lembrar que uns 30 anos a menos, ele era lindo-tudibom, como é hoje um Brad Pitt. Ele interpretou DonCorleone, em O Poderoso Chefão, de Mario Puzo, um dos livros que eu mais gosto.

Anotei uns trechinhos para reflexão da mulherada, mas que deveria ser lido, especialmente pelos homens, para que eles valorizem ainda mais as mulheres:

"Você nunca conheceu uma mulher que o inspirasse para o amor até seus sentidos estarem plenos dela?

Você a respira, a saboreia, vê nos olhos dela os filhos que irá ter, e que seu coração achou um lar.

Sua vida começa com ela, e sem ela certamente terminará.

Vejo além do que os olhos podem ver. Alguns não compartilham de minha percepção, é verdade.

Quando digo que minhas mulheres são beldades estonteantes, eles contestam: o nariz desta é grande demais, naquela os quadris são muito largos e os seios da terceira são pequenos. Mas vejo nelas o que realmente são: gloriosas, radiantes, espetaculares e perfeitas. Porque minha visão não é limitada. Elas reagem a mim assim, porque sabem que busco a beleza que palpita dentro delas até suplantar tudo o mais. Então não podem evitar o desejo de libertar tal beleza e me envover nela."

Amanhã viajarei pra Florianópolis, participarei de um congresso nacional, de quarta a sexta (12:30), mas a partir daí até domingo será só diversão e descanso. Não conheço a cidade, mas vou me meter em ônibus, fuçar a cidade, feiras e saborear um tal de chinelo ou chinelão que my love disse que são ostras deliciosas.

Pena que eu não goste de viajar sozinha. É solitário. O bom de viajar é compartilhar as descobertas.

Certamente irei a alguma lan house postar alguma coisa por aqui.

Beijocas pra todos.

Quinta-feira, Setembro 14, 2006

Mini-férias em Fortaleza.


Pois bem, vou explicar o sumiço: muito trabalho, passei 2 dias (04 e 05) promovendo e participando de um treinamento sobre liderança para 21 pessoas no trabalho. Ao final da terça feira, voei para casa, virei boneca (linda e cheirosa, de short preto e saltos), taxi para aeroporto, check in com bagagem de mão (sem enfrentar a longa fila) e pronto! Era só rezar e esperar o piloto fazer sua parte. Foi maravilhoso rever o meu amor! Na manhã seguinte visitamos minha sobrinha linda e sorridente.

Fomos conhecer um apartamento que comprei na planta em 2002 e ficou pronto. Adorei! 14º andar, vista legal. Durmo sonhando em como vou organizar os móveis, as luminárias, enfim, coisas de Amélia. Está faltando finalizar a papelada pra poder dizer "é meu".

Vi meus parentes e os dele. Conheci uma nervosa cadelinha pinchie de 1 mês batizada de Tati Quebra Barraco! Comi acarajé, morta de feliz! De manhã ele preparava tapiocas recheadas com manteiga, queijo e presunto. Coisa que eu assistia e fotografava maravilhada! Gente, foi-se o tempo em que um homem podia se exibir mostrando boa pontaria, matando um animal, consertando um eletrodoméstico, vejam só os tempos modernos: saber fazer tapiocas perfeitas me seduzem mais. O chavão "conquiste seu homem pelo estomâgo" inverteu-se.

Descobri uma jangada na Beira Mar com meu augusto nome.

Aconteceu algo que me surpreendeu: saímos algumas vezes com a filha de 17 anos e seu respectivo namorado de 20 anos. E foi divertidíssimo. Como eu (ainda) não tenho filhos, não podia supor que fosse tão, mas tão legal, curtir a companhia de um jovem casal de namorados, especialmente, por ter visto essa moça crescer.

O garoto e seu "sogrão" se dão super bem, o apelido do mancebo é "Gafanhoto".
O duro é ter que dizer pra ela "Lu, você vai estragar seu namorado...olha só as companhias que você apresenta pra ele, seu pai vai acabar com a ingenuidade do fulano, ela vai ficar 30 anos mais experiente e danado...rssss".

Não fui a praia, mas vi o mar do calçadão.
Não puder beber coca-cola por estar clareando os dentes, mas beberiquei um cadinho de canudinho.

Não fui a boite nem usei meu vestido de night, mas teve festa toda noite ;-P
Pensei que eu fosse chorar na despedida mas fiquei serena e tranqüila, ciente de que daqui a pouco estarei voltando pro Natal & férias.

Hoje de manhã tive um compromisso externo e qual foi minha surpresa, vi um email dele que dizia "irei lhe ver". Dois dias depois de chegar de Fortaleza e saber que ele virá me deram uma alegria enorme.

Falam que há a tal crise dos 7 anos de relacionamento, bom, do jeito que as coisas vão, não sinto crise nenhuma, muito pelo contrário, ando focando no lado bom do convívio e da intimidade.

O tempo passa e há um certo paradoxo: aquele homem tem tanta coisa nova pra te mostrar e, ao mesmo tempo, é seu velho conhecido.

Fofucho, coloquei o gigolet com penugens cor de rosa bem à vista, pra poder rir a toda hora da cena em que você "engoliu" algumas sem querer. Tadinho...