Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Fala sério, Toshiba!


A Toshiba está desenvolvendo um capacete com o objetivo de intensificar as sensações visuais dos praticantes de jogos virtuais e espectadores de televisão em geral. Remando contra a maré da diminuição do tamanho de aparelhos, esta geringonça pesa três quilos e proporciona uma visão de 360 graus (não me perguntem como) com a sua tela de 40cm construída num formato que lembra muito os capacetes de astronautas.
Três perguntas para a Toshiba:
E a minha coluna?
E se eu quiser beber uma cerveja?
Quem vai me ressarcir do mico?

Fonte: O Globo.

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Com "x".

Amorosa confessa...
Confraternização de aniversariantes do mês na empresa em que trabalho, havia apenas uma aniversariante, muito simpática e querida por todos. Ela começou como estagiária e pouco depois foi efetivada, ainda cursa faculdade, deve ter uns 22 aninhos. Na festinha teve aquela frescurinha de estourar os balões e ler os bilhetinhos dentro, um deles dizia "fulana, desejo-lhe muitos sorrisos com x...". Todo mundo ficou sem entender, mas o pessoal do setor em que ela trabalha, morria de rir.
Quem escreveu o bilhete explicou "a fulana é a responsável por criar as senhas para os participantes terem acesso ao site e certa vez foi informar uma senha e teve que soletrar "a - m - x..." a pessoa do outro lado do telefone não entendeu e ela repetiu "é ´x` de sorriso", "como assim, x de sorriso?! não é com ´s`", "ah, quando a gente vai tirar uma foto não fala "X" pra sorrir?!"

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Eu, babá.

Sou biruta por minha sobrinha afilhada! Ela está com 6 meses, naquela fase linda dos 2 dentinhos inferiores nascendo.
Neste sábado, telefonei pros pais dela e, como sempre, perguntei se estava acordada, “ah, está! Tô indo agora praí!”.
Fico toda oferecida dizendo pro meu irmão “por que vocês não saem pra namorar? eu fico cuidando dela”, minha cunhada adorou a idéia. Convenhamos, o casal estava louco pra comemorar 4 anos de casados.
Deixam mamadeira feita e o aviso “tenta dar a mamadeira por volta de 21:30”. Como o bebê já estava todo arrumado: calça jeans, meias, sapatos, tiara, o escambau! Minha farra é desfazer tudo, vou tirando, comemorando, fazendo festinha, falando por ela “Ah, tia Márcia, qui dilícia tilar tudo, tava apertado, me deixa só de body mesmo, tombom!”.
Na despedida dos pais, seguro o bebê no colo, eles saem animados, graças a Deus confiam em mim. Lelê, a nenê, observa indiferente, digo pra eles “vão aproveitando enquanto ela não entende nada...quando ela crescer mais vocês vão ver o choro e o bode que vai dar!”.
Vou pro quarto deles, coloco Lelê no meio da cama de casal, faço um cercadinho com 4 travesseiros, coloco os brinquedinhos dela no meio, me deito ao lado e penso “oba! Vou assistir um dvd!”.
Doce ilusão! O bebê quer atenção. Em 30 minutos começa o chôrorô. Vou passear com ela pela casa. Choro passa, choro volta. Penso “mô Deus, deve ser fome, mas ainda não está na hora”, dou água, seguro as pontas, passeio pela cozinha e varanda, batendo um papo legal, digo: monólogo. Eu tagarelo muito com ela!
21:15 hora do leite, sinto que a mamadeira está quente, pego um balde, ligo a torneira, encho de água, mergulho meia mamadeira pro leite esfriar, faço o teste do pulso (leite morninho, que medo de queimar o bebê), enquanto isso ela está no carrinho, balanço o carrinho com o pé, continua o choro, ponho ela sentadinha de frente pra tv, opa, cadê o furinho da mamadeira que tem que ficar pra cima?! Não adianta, ela chora e não quer saber de leite.
Sabe como funcionou?
Ela adora a vista da varanda, só que há uma parede de 1.50 cm antes da vidraça. Para que ela tenha uma visão legal tenho que ficar na ponta dos pés. E foi assim que, com um braço erguendo o bebê e o outro com a mamadeira, as lágrimas secaram e ela sugou o leitinho morno feliz da vida.
Foi um contorcionismo de minha parte, mas um alívio ver que a missão estava cumprida.
Babador! Por que não pus o babador?! Esqueci, vou limpar o queixo com essa fralda mesmo.
Feito isso: sono instantâneo. E agora: ela precisa arrotar! Não, não dorme agora. Lá,lá,lá,lá. Vai, arrota. Será que isso foi um arroto?! Caraca, dormiu. Coloco no berço e fico preocupada, e se regurgitar e eu não estiver aqui?! Vou ficar de olho.
Dormia feito um anjo: branquinha, rechonchuda, cheirosa.
Meu Deus, como bebê dá trabalho! Será que eu ainda quero ter um?
...
Quero! Quero! Quero!
35 minutos depois, ouço o berreiro. Mas como?! Ela acordou?!
Tiro do berço, passeio pela casa, será que é fralda molhada?! Deito ela na cama, vou checar as fraldas. Ué?! Isso é seco ou úmido? Essas fraldas são tão modernas que isolam um bocado o pipi da pele do bebê.
Tá molhado sim. Ah, agora vai passar esse choro! Arranco a fralda facinho.
Mas cadê que consigo vestir a nova?! Ela não pára de chorar. Ai, mai Godi, estou sozinha. Já sei, vi meu irmão dar um saco duro amassado pra ela brincar, mostro o tal saquinho, ela não dá a mínima. Coloco ela no colo sem fralda mesmo e levo pra varanda: infalível. Ela adora ver as luzes dos carros!
15 minutos de braço vou tentar colocar as fraldas, de novo. Entro na sala e começo a sentir algo morno na barriga. Fico feliz da vida: ará, a primeira mijada da minha sobrinha. Demorou! Kakaka!
2 metros de rastro de pipi no chão, ligo pra mãe “vocês estão em que altura?”, “já estamos chegando”, “levei uma mijada legal, tá tudo bem, mas venham logo”.
Então tive uma idéia “genial”, não posso deixar ela sujinha, coloquei os pézinhos na pia da cozinha, abri a torneira, molhei a mão direita e passei nas pernocas.
Opa! Que choro sofrido! Meu Deus, será que a água ta gelada? Claro, sua doida, são 22:30. E agora? Pra segurar o bebê? Passei a mão direita num pano de prato preso na parede e segurei o bebê direito. Novamente: varanda. O choro passa. Pra não levar novo banho de pipi coloco a fralda descartável (aberta) entre as pernas dela.
Tô cansada da agitação, mas ao mesmo tempo animadíssima. Ela tá ótima. Nos sentamos na sala, tv ligada, ela brinca com os adesivos da fralda. A paz reina.

O pais entram. Digo pra Lelê “pronto, a salvação!”
A mãe pergunta, vendo os olhinhos, “ela chorou, né?!” “ah...um pouquinho, só quis mamadeira olhando os carros da varanda”.
A frada foi colocada em segundos, pai e mãe presentes, bebê calminho e contente.
Se eu contei da água gelada?! Não, nunca, never. Só quando ela tiver uns 18 anos eu vou contar. Sou psicóloga, solteira, sem nenhuma experiência anterior com fraldas, tia amorosa...isso não vai virar trauma, não.

Hoje vou entregar uma carteira de estudante pra minha cunhada e já fui logo comentando "pois é, você podem ir ao cinema e deixar a nenê comigo, tá?!

Terça-feira, Outubro 10, 2006

e a vida continua...

Chove muito em Brasília, isso significa asfalto sabão-escorregadio-derrapagem-certa; muita lentidão; muita batida, leia-se, ônibus com carro, batidas com 5 metros de distância entre uma e outra, e a suprema covardia um fusquinha na traseira de um Audi novinho! Ai, ai, dá pena.

Eu adoro chuva: visto shot e camisetinha, coloco a churrasqueira elétrica super-eficiente na mesa da varanda, faço uma caipiroska bem docinha, e fico esperando a picanha exalar seu cheirinho divino! Quanto mais relâmpago e trovão, mais eu gosto!

Passei o último findi dando total atenção aos irmãos daqui.
Sinto saudade do namorado que voltou pra Fortaleza há 6 dias atrás.
Hoje consegui o orçamento da futura mudança de cidade. Olha só a responsa!
Comprei as passagens (por uma companhia que não cai avião há uns 6 anos, só cai janela), viajarei dia 21.12. Nem acredito que vou passar Natal com família & love!!! Bom demais!

Domingo à noite, meu irmão comenta:
_ Você soube que acharam 2 vivo no avião que caiu????
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_ Meu Deus, que maravilha!!!!!!!!!!! Tantos dias depois!!!!!!!
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_ 2 vivo, 3 Tim, 5 Claro....kakakakakakkakakaak!
_ Ah, safado, que heresia, já tem gente fazendo piada com uma tragédia dessas?! Eu, hein!

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Sem noção.

Já contei no post "Bastidores da seleção de pessoal" algumas coisas bizarras, mas a de hoje foi i-né-di-ta. Estou com uma vaguinha simples, mixuruquinha: estágio em informática. Já me acostumei com joves de 19 a 25 anos, cursando 4º semestre, que ao serem perguntados sobre o que conhecem em informática respondem "tudo" com um fabuloso ar de sabe-tudo, mas reparem na cena de hoje:
Candidato tem 32 anos, faz faculdade de 8:00 às 11:30.

_ No seu currículo consta que até 17 de agosto você trabalhou como vigilante...
_ Na verdade ainda estou trabalhando lá.
_ Ah, está?! Qual horário?
_ 19:00 às 7:00.
_ Mas nossa oferta de estágio é de 14:00 às 18:00, como você pretende fazer? (creio que ele pedirá demissão do emprego para finalmente se engajar na área de graduação).
_ Pois é, eu pretendo ter um estádio à tarde e trabalhar à noite.
_ Mas fulano, é humanamente impossível, como é que você vai dormir, descansar? É preciso que você estabeleça qual a sua prioridade.
_ Mas eu trabalho dia sim, dia não... Preciso do salário pra pagar a faculdade.
_ Eu entendo, mas não dá, como você espera ter tempo para estudar, concluir um curso com qualidade, chegar aqui descansado pro trabalho, ter ânimo pra trabalhar 12 h de noite?! Ó, você está dispensado. Melhor você transferir sua faculdade pra noite e encontrar um estágio 6 ou 8 h/dia.
Ele sai cabisbaixo, mas concorda comigo.
...
Hoje é sexta-feira!!! Não vejo a hora de usufruir de meu doce ócio e fazer as besteiras típicas de fins de semana: faxina, ouvir vinil, comer bagulhos, ver tv, ficar de bobeira, cineminha.
Essa vida de solteira me cansa. Eu quero um bebê bem rechonchudo pra cuidar.
rssss